domingo, 5 de maio de 2013

3ºs: Confira dez perguntas a se fazer antes de escolher a futura carreira


Terminado o ciclo do ensino médio, começam os preparativos para estudar para o vestibular. Mas, antes disso, os estudantes devem tomar uma difícil decisão: qual profissão pretendem seguir para o resto de suas vidas? Para facilitar a escolha, oUOL Vestibular consultou orientadores vocacionais que apontam quais perguntas o estudante deve se fazer antes da difícil decisão. Confira:

1 - Estou pronto para escolher minha profissão?

"O ponto de partida é a pessoa se perguntar se ela está preparada para escolher uma profissão. Será que esse é o momento dela ou ela quer fazer outras coisas, mesmo que for para um tempo livre, de reflexão", analisa Paulo Motta, professor de psicologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Assis.
O momento de ingresso na universidade depende da maturidade do estudante, afirma Carlos César Marconi, diretor pedagógico do Colégio Mary Ward.

2 - O que gosto de fazer? O que faço bem?

Quem sou eu, o que gosto de fazer, o que faço bem, quais são meus valores. Essas questões devem ser levantadas pelos estudantes e analisadas criteriosamente para ajudá-lo na decisão. 
"Eu consigo argumentar, discursar, reivindicar, por exemplo? Mas você deve se conhecer também em um sentido mais amplo. O que eu penso da vida em relação às pessoas, à família. Por isso, o autoconhecimento é de extrema importância", diz Motta.

3 - Em quais disciplinas tenho mais facilidade e prazer? Em quais tenho mais dificuldade?

A afinidade em relação às disciplinas escolares pode ser uma boa orientação na hora de escolher um curso, mas os especialistas alertam que se deve ter muito cuidado para utilizar esse critério. "Não adianta optar por psicologia para fugir de matemática. Um desprevenido se esquece, por exemplo, que há estatística no curso", afirma Motta. 
Para não cometer erros desse tipo, o estudante deve estar por dentro de quais matérias são ministradas e quais são as exigências naquelas carreiras que está em dúvida. 
"É importante estudar e conhecer bem a profissão que você pretende seguir", conta Maria Beatriz Loureiro de Oliveira, coordenadora do Serviço de Orientação Vocacional da Unesp de Araraquara.

4 - O curso mais adequado aos meus objetivos é um bacharelado, uma licenciatura ou um tecnológico?

"Existe uma dúvida muito grande quanto à escolha e ao modo de atuação nessas três áreas, de acordo com as necessidades do candidato e do mercado de trabalho", comenta Marconi.
No caso do bacharelado, por exemplo, o profissional tem um ramo de atuação mais amplo, sem muitas vezes, uma área específica. A licenciatura direciona o profissional a atuar diretamente na docência ou em outras áreas ligadas à educação. O tecnólogo, por sua vez, com um tempo geralmente mais reduzido de formação, entra mais rápido no mercado de trabalho, com um maior grau de especificidade

5 - Quais serão as disciplinas que cursarei na faculdade? Qual o perfil do aluno formado?

Todas as universidades disponibilizam as matrizes curriculares dos cursos em seus sites, além disso muitas instituições oferecem uma espécie de Guia de Profissões que explica para o vestibulando o que é a carreira (confira o catálogo de carreiras da USP). 
Dessa maneira, o aluno pode consultar as disciplinas da matriz curricular (as matérias propriamente ditas) do curso a ser escolhido. O importante é descobrir qual o perfil dos alunos formados e quais as habilidades essenciais necessárias para a sua prática profissional. Para isso, é importante conversar com profissionais da área de interesse.

6 - A opinião da minha família e dos meus amigos está pesando na minha escolha?

Ouvir a opinião de outras pessoas a respeito de você pode ajudar, contudo os estudantes devem ficar atentos e não deixar que imposições da família interfiram em suas decisões. "É sempre mais importante atender às expectativas pessoais que as expectativas de pais ou familiares", lembra Marconi, do Colégio Mary Ward.
"O adolescente está tentando experimentar sorvetes dos mais variados, e a família não deve contar de antemão como são os sabores", metaforiza Motta. "Os familiares dizem que ele não pode errar, mas nós já fizemos tantas coisas erradas. Essa fase é de experimentação. Ele tem de ter esse direito". 

7 - O que fazem e o que acham do curso os profissionais das minhas áreas de interesse?

Procurar profissionais formados naqueles cursos em que se tem interesse é um bom ponto de partida, mas deve-se tomar cuidado para não  consultar apenas pessoas bem-sucedidas naqueles ramos. Tente ouvir pessoas com diferentes perfis e que possam até mesmo falar suas oposições àquela carreira. São elas que mais o ajudarão na escolha.

8 - Como está o mercado de trabalho para a carreira que pretendo? Com o que poderei trabalhar após minha formatura?

É comum termos várias áreas de interesse, neste caso, interessante é procurar saber como está o mercado de trabalho e quais as perspectivas futuras dentro da carreira escolhida. "Conversar com profissionais ou professores que se predisponham pode ajudar", indica Flávio Eura.
Profissões que estão em alta atualmente podem não precisar mais de tantos profissionais no futuro. Fique ligado nas tendências. "Há cinco anos, engenharia estava lá embaixo, hoje está no topo. Daqui dez anos não sei vamos precisar de tantos engenheiros", analisa o docente da Unesp. "Você precisa ler revistas, jornais e saber quais são as perspectivas do mercado".

9 - Qual o retorno financeiro que terei com a profissão escolhida?

Embora não deva ser levado como um aspecto essencial, saber qual é a remuneração média de um profissional de determinada carreira que você esteja em dúvida é importante para o seu futuro.
"Você vai se formar e tem de trabalhar, comer, se divertir, etc. Então, se você for extremamente idealista, vai viver de quê?", analisa Motta. "As pessoas precisam, sim, se perguntar sobre a questão salarial, principalmente porque vivemos em uma sociedade capitalista. Se eu gosto ou não desse sistema, é outra história".
"É importante saber o salário médio para não se decepcionar ou criar uma falsa expectativa e evitar frustrações desnecessárias", considera Flávio Eura, diretor adjunto do Colégio Franciscano Nossa Senhora do Carmo. É possível encontrar na internet a média salarial das mais diversas ocupações de trabalho.  
10 - Estou certo do curso que escolhi? 
Definir uma carreira e depois na metade do curso perceber que aquela não era a melhor opção não é o pior dos mundos. "Creio que o estudante deve ter muita serenidade na hora da escolha e não ter medo de arriscar. Se não der certo, sempre há um recomeço", afirma Maria Beatriz.



3ºs: Banco de redações

O canal UOL EDUCAÇÃO tem a proposta mensal de redação, que diz respeito ao assunto que estamos vendo neste bimestre com os terceiros anos:


Deve-se reduzir a maioridade penal no Brasil?

Toda vez que um crime cometido por um menor de idade ganha evidência na mídia, cria-se uma comoção nacional e a polêmica envolvendo a maioridade penal vem à tona. Isso ocorreu recentemente, após um jovem prestes a completar 18 anos ter assassinado um universitário por causa de um celular, no início de abril, em São Paulo. Pesquisa Datafolha, uma semana depois do fato, revelou que 93% dos paulistanos eram favoráveis à redução da maioridade penal, uma vez que, no Brasil, os menores de 18 anos não respondem criminalmente por seus atos. Dezesseis anos é a idade mais cogitada para marcar esse limite. A principal alegação apresentada na defesa dessa mudança é o precoce amadurecimento do jovem, que hoje tem fácil acesso a informações e discernimento suficiente inclusive para votar. No entanto, os opositores dessa mudança alegam que outros casos surgirão com jovens (ou até crianças) com idades inferiores a essa, uma vez que as causas do problema não estariam sendo combatidas. Queremos saber qual é a sua opinião sobre esse assunto. Deve-se alterar a maioridade penal no Brasil?
Entre no site, leia o conteúdo na integra e envie sua redação:

Entrega de boletins do 1º Bi

Obrigada a todos os pais e alunos que compareceram no sábado! Foi muito bom conhecer os pais de vocês aluninhos!

eu e a profª Mônica.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

1ºs A, B e C: TRABALHO BIMESTRAL.

Junto com a temática proposta pela escola, contra a violência. O trabalho do segundo bimestre será fazer um vídeo  de mais ou menos 3 min. com a temática de combate a violência. O vídeo deverá ser postado no   youtube e será publicado aqui no blog.
O trabalho será constituído de duas partes;
1ª PARTE:  teórica, constituída pelo roteiro do vídeo, segundo as normas da ABNT, trabalho digitado. VALOR 2,0.

2ª PARTE: vídeo de até 3min. VALOR 2,0.

OS VÍDEOS E O TRABALHO TEÓRICO DEVERÃO SER ENTREGUES NO DIA 05/06.


Considerado o mehor comercial de todos os tempos


1ºs A, B e C: Sites sobre cidadania e paz.



Como a temática para este bimestre no  Colégio Pinheiro do Paraná, seguem alguns sites que falam sobre o tema:

http://www.naoviolencia.org.br/projeto-nao-violencia.htm

http://segurancacomcidadania.org/

http://www.contraaviolencia.org/ACampanha.asp

http://www.promenino.org.br/DireitoseDeveresnaEscola/tabid/173/Default.aspx?gclid=CPDbr6v-9bYCFcJo4Aodm2AAjA

http://soudapaz.org

http://www2.mp.pr.gov.br/cpca/telas/ca_legis_est_leis_13.php

http://mapadaviolencia.org.br/

http://www.conteate10.cnmp.gov.br/


1ºs A, B e C: Campanha sou da paz.


O Instituto Sou da Paz é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) que está sediada em São Paulo e há mais de 10 anos trabalha pela prevenção da violência no Brasil, procurando influenciar políticas públicas nessa área.
Identificada como uma das principais preocupações dos brasileiros, a violência começou a crescer na década de 80 e continuou aumentando nas décadas seguintes. Entre o ano de 1980 e o ano 2000, a taxa de homicídios no País triplicou.
Apesar de afetar as pessoas de forma diferente, esse fenômeno gerou em toda a população uma sensação de medo e insegurança. Em resposta, os governos adotaram primordialmente uma postura reativa e repressiva, defendendo o endurecimento de penas e a construção de prisões como a única solução para o problema. Contudo, essas medidas não tiveram reflexo na queda dos índices.
Para construir soluções eficazes contra a violência é preciso conhecer melhor o problema, buscando informações sobre onde a violência se concentra, qual o público mais atingido, quais as circunstâncias nas quais ela acontece. Com essas informações é possível desenvolver estratégias eficazes para garantir a segurança de todos, sempre combinando ações preventivas com medidas de controle.
Olhando para o modo como a violência se manifesta no Brasil podemos perceber que:
  • A arma de fogo desempenha um papel central. Estudos* afirmam que cerca de 70% dos homicídios no Brasil são cometidos com armas de fogo. Por isso, o Instituto Sou da Paz luta, desde a sua fundação, pelo controle da circulação de armas no País. Em 2003, após um intenso trabalho de mobilização, conseguiu que o Estatuto do Desarmamento fosse aprovado.  (Para saber como foi a luta pela aprovação do Estatuto, clique aqui)
  • Os homicídios se concentram nas periferias das grandes cidades e atingem principalmente os homens jovens. Por isso, o Sou da Paz atua nessas comunidades, em projetos que buscam estimular e fortalecer o protagonismo juvenil, a articulação comunitária e a resolução pacífica de conflitos. (Conheça os projetos da área de adolescência e juventude)
  • A polícia é um órgão fundamental para a  segurança pública e precisa atuar de maneira inteligente, eficaz e próxima da sociedade para atingir resultados concretos na redução da violência. Assim, o Instituto Sou da Paz atua junto dessa instituição, com foco no seu aperfeiçoamento e na disseminação das boas práticas policiais. Leia mais sobre a área de Polícia aqui. 
  • As prefeituras têm um papel importante na prevenção da violência. Por isso, o Sou da Paz procura envolver a gestão municipal e presta assessoria a prefeituras na elaboração de diagnósticos da violência e na construção de planos para enfrentar o problema. Saiba mais sobre a área de gestão local de segurança pública.

O trabalho do Instituto Sou da Paz nessas quatro áreas consiste no desenvolvimento de metodologias inovadoras e na promoção de ações de mobilização da sociedade para que esta pressione o poder público em busca de resultados. Com isso, o Sou da Paz pretende inspirar políticas públicas de segurança e estimular as pessoas, agindo em conjunto, para que cada um desempenhe seu papel num problema que é de todos.

Mais do que uma aposta, a atuação de acordo com essas diretrizes e estratégias traz resultados concretos, como a queda nos homicídios que vem acontecendo no País desde 2003 (veja aqui o Relatório “Redução dos homicídios no País” divulgado pelo Ministério da Saúde em 2007). O distrito do Jardim Ângela (leia a história aqui) e a cidade de Diadema (saiba mais aqui), locais conhecidos por seus altos índices de violência e que conseguiram em pouco tempo reverter essa situação, são outros exemplos de que esse é um caminho a ser seguido.

* Estudo do Ministério da Saúde e do Ministério da Justiça: Redução dos Homicídios no Brasil, 2007.